José Carlos Brandão

Eduardo,

postei um poema chamado Nenhrures, que escrevi em 2007, no meu blog.
O Tonho do blog 6vqcoisa fez um comentário e disse que há um blog com o nome do meu poema. Já houve quem não entendeu o nome, e achou que eu inventei (acho que foi G. Rosa).

Visitei o blog e gostei. Dê uma conferida no meu poema, será uma honra publicá-lo no Nenhuressense. Para colaborar regularmente, não sei - não sei se acharei outros poemas com nonsense suficiente. Mesmo esse, sabe que eu não sabia que era nonsense?

Nenhures





NENHURES

Como um tigre, a manhã se aproxima.
Arma o bote diante do abismo.
Que universo é este?
Que Deus me guia?

Mastigo estrelas quentes como brasas,
me queimam a língua, como uma palavra.
Saco a morte do bolso,
atiro contra o enigma.

Carrego a minha cruz às costas, com galhardia.
Beijo a cruz como aos lábios de uma mulher.
O demônio me bafeja o calcanhar,
me cega os olhos cansados do caos cotidiano.

A árvore da eternidade tem as raízes para o ar.
Pássaros voam com ramos verdes no bico,
e caem pesados, estupefatos.
As águas vão e voltam, inúteis.

Além do véu
e dentro do espelho,
conheço quem sou: ninguém.
Espectro de outrem me habita. 
 
Postado por José Carlos Brandão  AQUI

3 comentários:

byTONHO disse...



SER UH! NEN

Nem 1 SER ← é JC - Super Brando ou seja Brandão!

Ningu m é ELE!

Todos→somos←EU! UÉ!

:(:

Mariana Vargas disse...

Nossa, brother esse negocio ficou muuuito bommmm

rendeu um post no meu blog,
o Putz, e agora?

abraços da extraterrestre aqui!

Fatima Cristina disse...

Tonho fazendo pontes em Nenhures!
Bravo!